Reabertura dos salões de beleza: saiba o que vai mudar pós quarentena

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Liberados para retomar os serviços nesta segunda (06), estabelecimentos devem cumprir regras de higiene, distanciamento, capacidade e horários reduzidos

  • Francine Costanti
  • Colaboração para a Marie Claire

10 Jul 2020 – 06h03 Atualizado em 17 Jul 2020 – 19h12

Após mais de 3 meses em casa, por causa da quarentena devido a pandemia do coronavírus, a gente já tentou fazer (quase) todos os procedimentos do salão em casa. E apesar das dicas de profissionais espalhadas aqui e aqui é bem possível que você esteja sentindo falta de frequentar o salão de beleza e contar com a ajuda do seu cabeleireiro na hora de cuidar dos fios. E com as políticas de flexibilização gradual isso já será possível na cidade de São Paulo.

Desde a última segunda-feira, 6, alguns serviços como salões de beleza e clínicas de estética já podem reabrir as portas. No entanto, desde  começo do ano muita coisa mudou, como a forma de atendimento, e a lista de precauções é grande e deve ser observada tanto pelos profissionais como pelos clientes. Uma das medidas obrigatórias, assinadas no dia último dia 04 pelo prefeito de São Paulo Bruno Covas, é que a reabertura desses estabelecimentos só está autorizada por seis horas e com 40% da capacidade. Além disso, para que funcionem dentro das normas, todos os estabelecimentos que trabalham em contato direto com o público devem adotar hábitos rigorosos que garantam a segurança de todos. 

Medidas de higiene

Lucinha Mauro, do Salão 1838, ressalta que implementou medidas de segurança que vão desde o serviço de vallet até a medição da temperatura dos clientes. “Nossos profissionais usarão máscara e aventais de TNT descartáveis, face shield e luvas, além de esterilização de alicates e outros equipamentos de uso individual”. Ainda há uma empresa especializada em controle de bactérias para sanitizar as áreas internas e externas periodicamente e a limpeza do ar condicionado será feita diariamente.

Já no MG Hair Design, o cuidado está ainda mais rigoroso. Além do investimento em toda a infraestrutura, assim como na compra de insumos, todos os colaboradores passaram pela vistoria COVID-19. “Realizamos também a sanitização do salão, disponibilizamos álcool em gel para uso de todos e, além das máscaras, usaremos os epis de proteção. Para evitar a contaminação do ambiente, o cliente receberá um pro-pé na recepção e colocamos um tapete descontaminante na entrada do salão”, diz o proprietário Marco Antônio de Biaggi. Além disso, para facilitar e agilizar o atendimento, o MG Hair Design criou um aplicativo que permite fazer agendamento e pagamento dos serviços e o cliente ainda consegue ver os horários disponíveis. É uma medida inteligente, já que não é seguro nesse momento que funcionários e clientes manuseiem e compartilhem cartões e notas de dinheiro.

Enquanto isso, os colaboradores do C. Kamura Express, da unidade Moema (SP), realizaram o curso sobre os cuidados e segurança sobre à COVID-19. O salão tem tapete sanitizante na entrada do salão, barreiras de acrílico na recepção, álcool gel, toalhinhas de álcool (SWAB) e borrifadores com álcool 70° em todas as bancadas, lavatórios e recepção. “O distanciamento social será respeitado e supervisionado, a limpeza do salão foi reforçada, feita com álcool 70° e água sanitária, manteremos nossas portas abertas para dar preferência a ventilação natural, nossos equipamentos de ar condicionado foram higienizados e esterilizados e os colaboradores irão trabalhar de máscara e Face Shield”, acrescenta o gerente Carlos Eduardo Fujiwara.

Rosângela Barchetta, sócia do Studio W, conta que os profissionais do salão agora usam máscara, luvas, álcool gel e há higienização constante das mãos. “Também é mantido o distanciamento de 2 metros entre as bancadas de atendimento e não podem ser feitos serviços simultâneos, como manicure e cabelo, por exemplo. Além de borrifar álcool em escovas de cabelo e pentes, é feita uma esterilização em soluções com água sanitária, como também em pincéis de maquiagem e comidas e bebidas não podem ser servidos”, diz.

Cris Dios, cosmetóloga do salão Laces (SP), conta que há medição de temperatura dos clientes ao chegar no estabelecimento, kits individuais para atendimento com capa, pente, pro-pé para entrar, uso de máscara obrigatório e os clientes são orientados a aplicar álcool gel nas mãos e no celular antes de entrar. As cadeiras e ambientes possuem grau hospital em desinfecção. Além disso, semanalmente será contratado serviços de desinfecção hospitalar para tornar o ambiente seguro, limpo e desinfectado.

De acordo com a Dra. Maria Angélica Muricy, dermatologista e responsável técnica pelo Mariá Spa do Cabelo, o local agora tem tapete sanitizante na entrada com água e cloro para  limpar a solo dos sapatos. Há álcool gel 70% para todos, os ambientes são limpos com uma substância antisséptica específica contra o vírus e os funcionários estão usando máscaras e o face shield. Os lavatórios são higienizados entre uma cliente e outra, inclusive com luz UVC, luz ultravioleta, que é bactericida e fungicida, e os roupões são lavados e entregues em um saco plástico esterilizado.

Adaptação do espaço

Uma das leis que devem ser cumpridas é o distanciamento entre uma cadeira e outra, por isso a 1828 decidiu reduzir em 60% a capacidade de atendimento. Segundo Lucinha, houve bloqueio temporário de todas as cadeiras do 1838 e foram inseridas barreiras protetoras nos lavatórios. Em relação aos serviços de depilação e estéticas, as macas foram estão forradas com material descartável, trocado a cada atendimento. 

“Manteremos as distâncias de 2 metros entre as cadeiras. Na entrada do salão, medimos a temperatura do cliente e colocamos um tapete descontaminante. Na recepção, instalamos uma barreira de acrílico e disponibilizamos álcool em gel para aumentar a higiene de quem circula no ambiente”, explica Marco Antônio de Biaggi, do MG Hair Design.

O espaço do C. Kamura Express Moema foi adaptado para que haja um atendimento com máxima segurança de higiene e distanciamento, por isso as cadeiras e lavatórios estão identificados, assim as clientes sabem qual podem usar e manter o distanciamento necessário. Foram instalados dispensers de papel toalha descartável pelo salão e borrifadores com álcool 70° em todas as bancadas e lavatórios. O atendimento será exclusivo, isto é, apenas uma cliente por horário e por profissional.

No Laces foram retirados móveis e objetos de uso compartilhado (incluindo revistas e catálogos) e as portas e janelas estão abertas para evitar contato físico. Os tetos retráteis estão, na maior parte do tempo, abertos para melhor circulação do ar. Há termômetros disponíveis para medir a temperatura dos colaboradores e clientes na entrada e álcool 70% para passar nos sapatos no momento da chegada de todos. Agora os profissionais usam jaleco descartável, máscaras e face shield para qualquer procedimento.

Como os atendimentos do Mariá Spa do Cabelo já eram individualizados, com mais de 1 metro entre as cadeiras, não houve nenhuma adaptação nesse sentido. Também já era feito agendamento individual e com hora marcada. Na cabine entram somente a terapeuta que irá executar o tratamento e a cliente.

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